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  • Daniela Ervolino

Keep calm and Carrie on



Ai ai.. quase às vésperas do lançamento do 3º capítulo e aqui estou eu ainda me recuperando do baque do primeiro…

Quando Sex and the City estreiou, eu ainda estava com meus 20 anos, em plena vida universitária, e mesmo assim, aquela série de mulheres de 30 e poucos anos dialogava comigo como se fôssemos melhores amigas. O cenário em que vivíamos e a qualidade das roupas que vestíamos eram bem diferentes, mas os dramas da vida eram os mesmos… as amigas eram a nossa família, os caras legais que queriam ficar conosco e a gente não queria… os caras do mal que faziam coisas imperdoáveis e a gente passava por cima… e chorávamos no colo umas das outras… quem nunca?

Por fim deixei de ser vintage, virei trintage e mais do que nunca me identificava com a série, que já tinha acabado há séculos, os replays ainda me alimentavam mais do que a Vogue alimentou Carrie. Apesar de viver há uma década do fim de série, os mesmos dramas ainda ressoavam, senti na pele a mesma pressão relatada lindamente na série, por ser a mulher bem sucedida de 30 e muitos e não estar casada e/ou ter filhos, nesta fase, eu participava de um famoso programa de TV na Rede Globo onde sempre falava sobre relacionamentos e era duramente abordada: “mas como você fala sobre amor e não é casada”? Toma! Levanta a mão quem já passou por algo parecido.

Agora aos 40, mas precisamente aos 43, vibrei com a chance de ver minha série preferida de novo!!! E ter aquela sensação de continuidade pela qual eu ansiei. Fiquei fantasiando… desde as frivolidades que a agente ama como: Que roupas lindas usarão? Será que elas ainda tomam cosmopolitan? às sacudidas que nos provocam as mais ricas reflexões: Quais são os dilemas que veremos nesta fase da vida tão interessante e vem tanto a calhar nesta fase em que vivemos de desmitificação do envelhecimento? Estava suuuuper animada, queria até tomar champanhe com pipoca (no óleo de coco, é claro!) e me montar todinha, de salto e bolsa de grife, só pra assistir à estreia na sala de casa!!!

A estreia trouxe Carrie e sua trupe lin-dís-si-mas aos 56 anos! A despeito do bafafá que rolou na internet, de que estavam velhas, de cabelos brancos e blá blá blá , a resposta? A frase reta e direta da Miranda na 1ª cena: “não podemos voltar a ser quem éramos!” - 17 anos se passaram desde o fim da série!

Quanto ao trauma do chapter 1, sem spoiler, acredito que eu, nem o resto do mundo, estávamos preparados para isso… ainda estou catando os meus caquinhos e só espero que os próximos capítulos consigam nos levantar do chão que o primeiro nos jogou!

Foi muito forte para um primeiro capítulo de uma série leve, efusiva e vibrante como temos na memória Sex and The City, uma coisa que sempre amei, foram os conflitos realistas da série, e essa porrada do 1º capítulo não deixa de ser um deles.

Quando assisti o primeiro filme, me lembro de ficar horas paradas na janela do meu apartamento fumando um cigarro (é... eu já fiz essa coisa feia, mas é passado!) em choque por Big ter deixado ela no altar e mais ainda, com o fato de ela o perdoar… me lembro na hora de ter feito a reflexão acima, e pensado, na vida real quantos cafajestes já não foram perdoados?

Eu amo a série, amo as atrizes, amo os atores, amo os figurinos e quero muito seguir amando por toda a vida os autores! Sigo aqui com todas as esperanças que sobraram e mantrando… Keep calm, and Carrie on!


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