• Daniela Ervolino

Liberdade é conciliar-se com os pais

Updated: Apr 19


Este artigo também foi publicado pelo Site "Guia da Busca"

http://www.guiadabusca.com.br/colaboradores/62-daniela-ervolino/926-libertar-se-e-conciliar-se-com-os-pais.html

E também pelo Site "Portal Educação" http://www.portaleducacao.com.br/educacao/artigos/25914/libertar-se-e-conciliar-se-com-os-pais



Hoje venho falar sobre o principal “mandamento da psicanálise”, “matar pai e mãe”, claro que ao dizer isso, Freud o faz num sentido figurado, não matar propriamente dito, mas matar simbolicamente as figuras paternais introjetadas em nós, quando chegamos a idade adulta, no sentido de nos libertarmos da submissão ao pais, da autoridade e principalmente da dependência que temos deles. Mais do que “matar” simbolicamente pai e mãe, venho chamar a atenção para a necessidade de conciliar-se com pai e mãe, também num sentido simbólico. O que nos possibilita de sermos adultos inteiros, psicologicamente sadios e maduros, é justamente, após nos libertar das “amarras dos pais” e nos tornarmos independentes, é conciliar-se com eles. Isso mesmo, primeiro se libertar para depois se aproximar, ainda que simbolicamente. Conciliar-se simbolicamente com pai e mãe, é uma coisa extremamente necessária, difícil e profunda, pois deve acontecer num nível profundo, no nosso “inconsciente” infantil, não na consciência adulta de hoje que sabe justificar cada mágoa ou falta de nossos pais, não nessa consciência que hoje diz, “ah mas ele tinha que trabalhar, por isso era ausente”, e sim naquela consciência infantil quase esquecida que dizia “ ele não estava aqui, me senti sozinha e triste”, resgatar essa criança interior que se manifesta na vida adulta em problemas de relacionamento, baixa auto-estima, falta de confiança etc e tratá-la, para que se possa viver uma vida adulta sem que esses reflexos do passado interfiram de modo inconsciente e prejudicial. Pois que cada pessoa, é 50% vinda do pai e 50% vinda da mãe, ao não aceitar o pai ou a mãe, a pessoa passa a não aceitar, rejeitar ou odiar metade de si mesmo, e justo aí, na nossa matriz básica, surgem inúmeros conflitos pessoais que impossibilitarão essa pessoa de viver plenamente. Veja bem, conciliar simbolicamente e aceitar, não significa necessariamente viver em paz, ou conviver forçadamente com um pai ou uma mãe abusiva, significa viver em paz consigo mesmo.

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